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Estado articula ações para combater disseminação de notícias falsas

Mais de dez fake news já foram desmentidas

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Card em fundo cinza, no qual está escrito Comunicação ao centro, logo abaixo de um ícone formado por dois balões com pontinhos dentro simulando um diálogo. No canto inferior direito do Card está a logomarca utilizada pela gestão 2023-2026 do governo do Rio Grande do Sul.
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O governo do Estado, a Polícia Civil e o Ministério Público (MP) colocaram em curso ações para investigar, responsabilizar e punir os responsáveis pela disseminação de notícias falsas, as chamadas "fake news". As inundações no Rio Grande do Sul exigem uma resposta ágil e eficaz, mas a proliferação de informações inverídicas coloca em risco a efetividade das ações de resgate e auxílio. Notícias e perfis falsos e golpes on-line proliferam nas redes sociais, atrapalhando o trabalho das equipes de salvamento e gerando instabilidade na população.

Foi criada uma força-tarefa de checagem e contestação de fake news. As informações são identificadas, monitoradas e apuradas por uma equipe de comunicação. Quando a checagem é concluída, os conteúdos são disponibilizados para grupos com a imprensa e nos perfis oficiais do governo nas redes sociais. 

Até o momento, mais de dez notícias falsas já foram desmentidas. Esse número segue subindo, dado o volume de informações sem procedência em circulação. Dentre elas, estão: que a Brigada Militar estaria cobrando autorizações de voluntários para pilotar barcos e jet-skis; que presos de unidades prisionais do regime fechado de Charqueadas teriam sido soltos; que a Polícia Penal cobraria transferências de Pix para a colocação de tornozeleiras eletrônicas em apenados; e que 18 toneladas de insumos estariam trancadas em depósitos da Defesa Civil em Torres e Canoas; dentre outras.

Além disso, foi estabelecido um canal direto com a Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, para avaliar e denunciar perfis que atuam na criação e amplificação de conteúdos falsos ou descontextualizados. A parceria tem como foco auxiliar no controle de publicações com dados incorretos que circulam desde o início das enchentes no Rio Grande do Sul.

“No meio de tanta solidariedade, aproveitadores usam da sensibilidade das pessoas para aplicar golpes e espalhar notícias falsas. Isso é lamentável. O governo e os órgãos da Segurança Pública e da Justiça estão unidos para identificar, denunciar e tomar a devidas medidas para que essas pessoas sejam punidas”, afirmou o governador Eduardo Leite.

A Polícia Civil conta com um canal para receber denúncias de notícias falsas. A população pode colaborar enviando informações para a delegacia on-line (delegaciaonline@pc.rs.gov.br) ou para o WhatsApp da corporação (51 98444-0606). As denúncias serão investigadas e, em caso de comprovação, os responsáveis serão punidos.

O governo gaúcho também articulou ações junto à Polícia Civil para que os responsáveis pela criação de informações equivocadas e de perfis falsos do governo sejam investigados e, em casos comprovados, responsabilizados.

A corporação já investiga oito casos de fake news relacionados às enchentes – como a exigência de nota fiscal para doações, multa a veículos de apoio ao salvamento, necessidade de licença para pilotagem de barcos e jet skis em operações de resgate e fiscalização de marmitas para desabrigados. O chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Sodré, afirma que a instituição está intensificando as investigações de fraudes digitais e fake news. “A divulgação de notícias falsas gera pânico social e preocupação”, destaca.

“Pedimos as pessoas que não encaminhem, mesmo que inocentemente, mensagens que não podem ser confirmadas. Muitas delas estão vinculadas a questões graves e preocupantes, mas sem origem verdadeira”, reforça o chefe da Polícia. “A divulgação de notícias falsas gera caos social.”

O MP também atua na linha de frente contra a desinformação. O órgão já derrubou perfis que propagavam informações falsas e busca responsabilizar os autores na esfera civil e criminal. O Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Saltz, aponta que a desinformação prejudica o trabalho das equipes de resgate e auxílio, dificultando o acesso da população a informações confiáveis.

“O Ministério Público vem acompanhando, desde o início, as fake news que prejudicam a atuação das forças do Estado e a ajuda aos cidadãos que tanto necessitam”, ressaltou o procurador-geral.

O combate à desinformação é fundamental para garantir que a população tenha acesso a informações confiáveis e para que o governo possa agir de forma eficiente na resposta à crise das inundações. A colaboração entre os diferentes órgãos e a participação da sociedade civil são essenciais para combater as fake news e garantir a superação do desastre.

Lembre-se:

  • denuncie fake news à Polícia Civil: delegaciaonline@pc.rs.gov.br ou WhatsApp (51 98444-0606);
  • verifique a veracidade das informações antes de compartilhar;
  • siga os canais oficiais do governo e do MP para obter informações confiáveis.

Texto e edição: Secom RS

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