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Governo busca novos mercados para o carvão gaúcho

PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 17.02.2017: O governador, José Ivo Sartori, participou, nesta sexta-feira (17), em seu Gabinete no Palácio Piratini, de reunião sobre os novos mercados para o carvão gaúcho. Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini
Sartori se reuniu com comitiva da Copelmi Mineração para tratar de possível investimento de US$ 4,4 bilhões - Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini - Download HD (3,43 MB)

Em busca de novos investimentos para o setor carvoeiro do Rio Grande do Sul, o governador José Ivo Sartori e o secretário de Minas e Energia, Artur Lemos Júnior, receberam nesta sexta-feira (17) uma comitiva de empresários da Copelmi Mineração, no Palácio Piratini. A audiência tratou da intenção de instalação de um parque carboquímico na Região do Baixo Jacuí, uma projeção de investimento de US$ 4,4 bilhões (mais de R$ 13 bilhões), conforme previsão de consultores internacionais.

A proposta foi entregue após as secretarias de Minas e Energia e de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia receberem o resultado de um estudo que atesta a viabilidade da construção de um complexo industrial a partir de uma política carboquímica, ou seja, a base do uso de carvão verde, extraído com o mínimo de danos ao meio ambiente.

"Sabemos da dificuldade e também dos acordos internacionais para a redução de gases nocivos ao meio ambiente. Estamos buscando novos mercados para o carvão uma vez que em 2019, vencendo o contrato com a Bolívia, essa poderá ser uma solução caseira para a internalização da arrecadação de ICMS e também de fornecimento desse insumo, de grande importância para a indústria gaúcha", explica Lemos Júnior.

Para a carboquímica, os insumos como gás metanol e fertilizantes, em parte importados pelo estado, foram considerados viáveis para exploração em território gaúcho. Sendo assim, os empresários buscam parcerias para construir um parque onde seja feita a gaseificação do carvão para produção e comercialização de gás natural.

A pesquisa foi realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e Sindicato Nacional da Indústria de Extração de Carvão (Sniec), considerando que o estado tem a maior reserva de carvão mineral do país (90%).

Parceria com companhias gaúchas

A Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás) e a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) são parceiras potenciais para a Copelmi. Além do projeto ter atratividade para investidores pela questão da sustentabilidade, o complexo pode demandar matéria-prima, o que possibilitaria a oferta do mineral extraído pela CRM para o complexo e o gás natural seria comercializado para a Sulgás.

Conforme o diretor de Novos Negócios da empresa, Roberto de Faria, a intenção é vender 1,5 milhão de metros cúbicos de gás por dia para a companhia estadual. "O projeto é mais competitivo que o gás importado, o GNL, porque como no futuro o Brasil poderá não ter gás e provavelmente terá que importar, temos uma condição melhor de preço e atratividade nessa base", complementou.

A empresa desenvolve o projeto desde 2014 e já possui parceria com uma empresa coreana que deve participar com 30% no investimento. A intenção é começar a construção a partir de 2018, com prazo de três anos para conclusão da mina.

 

Texto: Letícia Bonato
Edição: Gonçalo Valduga/Secom 


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