Seu navegador tentou rodar um script com erro ou não há suporte para script cliente.

Início do conteúdo
Página inicial > Últimas > Prato para Todos atende 50 mil pessoas em novembro

Prato para Todos atende 50 mil pessoas em novembro

Prato para Todos atende 50 mil famílias em novembro
Por meio de voluntários, o programa seleciona hortifrutigranjeiros entre os excedentes de mercado do pavilhão de produtores e do setor atacadista - Foto: Sofia Wolff/Especial Palácio Piratini - Download HD (2,38 MB)

No mês de novembro, o programa Prato para Todos alcançou o número de 50 mil pessoas atendidas. Segundo o presidente da Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa), Ernesto Teixeira, é a primeira vez que o programa atinge este índice. "Foi um período favorável ao plantio de algumas categorias de hortifrutigranjeiros. Logo, a produção de alimentos aumentou e consequentemente o número de doações também. Em média, atendíamos 30 mil por mês, com o processo sazonal favorável, conseguimos beneficiar ainda mais famílias neste final de ano", explica.

Lançado em outubro do ano passado, o projeto social oferece alimentos e educação nutricional a famílias de baixa renda de Porto Alegre. Para a secretária de Políticas Sociais, Maria Helena Sartori, o Prato para Todos é um exemplo bem-sucedido e eficaz de cooperação entre os diferentes setores da sociedade. "O programa mostra que é possível unir o poder público e a iniciativa privada em torno de um mesmo objetivo: promover a segurança alimentar, auxiliando e ensinando as pessoas que mais precisam a terem um alimento de qualidade em suas mesas", destaca.

"A Ceasa exerce um papel exemplar com o programa Prato para Todos, evitando o desperdício e fornecendo gêneros para entidades sociais. Mais do que proporcionar alimentação saudável, a iniciativa tem a função nobre de educar as pessoas para o aproveitamento integral de alimentos", lembrou o secretário do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Tarcisio Minetto.

Por meio de voluntários, o programa seleciona hortifrutigranjeiros entre os excedentes de mercado do pavilhão de produtores e do setor atacadista. Ao final do dia, os produtos são classificados e armazenados, para depois comporem kits que têm, ainda, pães doados pela Seven Boys. "O importante é saber que realmente conseguimos evitar o desperdício de alimentos e auxiliar famílias que estavam precisando destes produtos. Se o banco de alimentos não existisse, uma grande quantidade iria para o lixo, deixando de ajudar inúmeras pessoas", conta o coordenador do projeto, Claiton Ferreira. 

"Trabalho com a Ceasa há mais de 30 anos. Então quando me convidaram para participar do programa realizando doações de alimentos, não pensei duas vezes. A gente sempre pode ajudar o próximo com o que temos", disse Guido Kremer, produtor rural e parceiro do programa.

Entre as entidades beneficiadas estão creches comunitárias, instituições filantrópicas, asilos e entidades oficialmente registradas que cuidam de crianças ou pessoas em vulnerabilidade social.

Voluntariado solidário

O programa Prato para Todos conta com um banco de alimentos localizado na Ceasa, no bairro Anchieta, em Porto Alegre. É nele que trabalham cerca de 280 voluntários, oriundos de unidades terapêuticas especializadas em tratamentos de dependência química, que auxiliam na carga e descarga de donativos, além da seleção de alimentos e montagem para a entrega dos produtos a famílias e instituições. "São pessoas que passaram por situações difíceis e que encontram aqui condições para a realização de um trabalho voluntário. É uma reinserção social de muito valor", explica Claiton Ferreira.

Membro da instituição Usina da Saúde, de Gravataí, Cristiano Correa Vieira, fala que o clima dentro do pavilhão de alimentos contribui para a troca de experiências, aproximando os participantes do projeto. "Como os outros voluntários passaram por histórias parecidas, acabamos nos tornando uma grande família, dividindo experiências e aprendendo juntos", explica.

Para Cristiano, a sensação de ajudar as famílias que vêm buscar as doações nos portões da Ceasa também é um dos fatores que auxiliam no resultado positivo do tratamento.  "Uma boa parte dos que procuram as doações são idosos. Então entregar os alimentos e ver a alegria deles é muito gratificante, faz a gente se sentir bem", conta.

Educação itinerante

O projeto tem também um ônibus-escola, equipado com cozinha industrial, sistemas de som e ar-condicionado para ministrar oficinas de aproveitamento integral dos alimentos. Nas oficinas, o público aprende receitas de pratos e sucos que utilizam partes não-convencionais dos alimentos, como cascas, ramas e folhas, que normalmente vão para a lata do lixo.

A iniciativa, organizada pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), já capacitou mais de 1,5 mil pessoas, desde outubro do ano passado.

Sobre o programa

Lançado no dia 16 de outubro de 2015, o programa é uma ação da Ceasa/RS e da Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), em parceria com o Sistema Fecomércio-RS/Sesc e a empresa Seven Boys. Ao todo, são 350 entidades sociais atendidas, 14 fazendas de jovens em recuperação que atuam como voluntários e 180 famílias do entorno da Ceasa que recebem os donativos do programa.


Texto: Alessandra Pinheiro
Edição: Denise Camargo/Secom 


Endereço da página:

Compartilhar:

Governo do Estado do Rio Grande do Sul